Um pontapé na crise...

Os tempos são de crise. Não, não se enganaram na porta. Isto não é o jornal da noite tenham calma. Ainda não sabem que crise é esta que vos trago e já se põem a pegar em pedras!? Podia eu aparecer aqui com uma crise existencial em saber a quem iria dar os dez milhões de euros que encontrei ali à pouco e vocês apenas por ouvir a palavra crise, rachavam-me logo a cabeça ao meio e com ela lá iam os tais dez milhões. Ah gente impaciente...!
A crise que vos sirvo, embora não advenha directamente da sua parente mais famosa, a económica, é bastante potenciada com a notoriedade desta última. Uma espécie de vírus da gripe em tempos de outono. Um vírus em jeito de povo. O povo "Cara-de-Cú"!
Os cara-de-cú são um povo nómada. Ninguém sabe muito bem ao certo onde é a sua origem, mas o que se sabe é que os há em todo a parte. Não há cantinho neste mundo que não leve com um cara-de-cú a preencher a vista, o que por consequência os torna numa praga multi-nacional. Assim bem ao jeito de uma qualquer loja de franchising, uma loja assim tipo Mc'Donalds, pronto.
Os cara-de-cú tem características muito «suis generis», o que torna também um pouco mais fácil a sua identificação. Nós agradecemos. Cara-de-cú é uma espécie (em linguagem científica rostrus analius) que sofre de uma doença alérgica-psicossomática-pré-cognitiva-genética-adquirida que afecta 1 em cada 5 milhões de caras e 1 em cada 300 mil cús. Têm a sua maior incidência entre a comunidade nerd, em funcionários de repartição de finanças, em alimentadores de pombos em pré-reforma, secretárias virgens na casa dos trinta anos, super-heróis, treinadores de futebol que recebem milhões só para dizerem merda, directores de departamentos de produção, entre muitas outras classes...
Cara-de-cú utiliza muito bem a arte do contrariar. Pode até concordar com a nossa opinião, mas a sua resposta vai sempre na direcção oposta. Acompanhado claro está, de um hálito a cheirar a má educação. Cara-de-cú nunca tem culpa de nada. Cara-de-cú passa sempre a pergunta complicada para outra secção. Cara-de-cú, claro está também é sempre pago apenas para fazer um serviço, e como não é pago para mais nada, não faz esse nada que julga estar a mais. Não faz porque não sabe, porque não lhe apetece, porque não está lá para saber isso, e que chatice, tem raiva de quem o obriga a pensar no assunto. Como não saber não é resposta comestível, insiste-se. E inerente a essa insistência brotam os seus maus modos e respostas afiadas, como quando se incomoda um gato no pico da sesta.
Portugal parece ser então, uma espécie de filial do reino dos cara-de-cú. São tantos e estão em todo o lado que muitas das vezes me pergunto se não seremos nós que estaremos no reino errado. Ou mesmo no planeta errado. Não seremos nós os intrusos? Não seremos nós os alienígenas? Pois bem, o planeta dos cara-de-cú existe, e é bem aproximado do nosso...
Welcome to the Assland!

Ah meu Cara-de-Cú, vais levar tanta biqueiro nessa boca...ou cú, como queiras!
Peace xD

Outra vez arroz???

Histórias há muitas! São como os chapéus, dizem alguns. Mas história como a que nos é comum a todos nós, não existe! Por maior que seja o nosso esforço em tentar contar esta nossa história, ela é tão extensa, complexa e recheada de detalhes que logo à partida se torna numa tarefa praticamente impossível. Por isso, resumos como este, são sempre bem editados. "Uma imagem vale mais que mil palavras", e neste caso valem por biliões, pois conseguem resumir de uma forma muito correcta todo este nosso trajecto. 
Façam uma boa viajem.
Podia ser mais curta, podia! Muitos dos retalhos são aproximados uns dos outros, mas tudo isto apenas serve para demonstrar que no fundo, o prato que nos é servido é sempre o mesmo. Guerras, sexo e intrigas são ingredientes comuns em todos estes retalhos. E um outro pormenor. As mulheres! Se repararem elas aparecem sempre e apenas para nos foder e serem fodidas. Depois queixam-se que os homens não querem outra coisa. As vossas antepassadas é que nos educaram assim!
Agora vou para dentro que passados estes minutos, apercebo-me que tenho a cabeça quase a estalar. Chama-se frio. Mas frio na cabeça, está na prateleira do ridículo. Frio no nariz está noutra ainda por montar. Vou então enfiar a cabeça num balde de água quente, e sentir aquele estalar tão bonito que se sente quando se mete um cubo de gelo no chá. Ah e conto já há algum tempo com um outro estalar bem divertido. O estalar do joelho. Agora, um dos meus joelhos, de tempos a tempos, estala. Com a mesma intensidade de quem estala um dedo, só que digamos, no joelho. Muito divertido e nos dias bons dá um estalo que é uma pintarola.
Ai o corpo humano é mesmo uma diversão.
É isso, vou estalar a cabeça e o joelho ao mesmo tempo.
Peace xD

Na senda de uma cascavel...

Futebol e Guimarães são duas das coisas mais importantes na minha vida. Quem me acompanha por cá, já o deve ter reparado. Se a primeira é um dos meus vícios, a segunda é um dos meus orgulhos! Por aqui já está tudo preparado para o embate de mais logo. Embate esse, que opõe duas equipas que são mais do que meras associações desportivas. São duas autenticas nações! Duas legiões que transpiram amor pela sua pátria, e em que os seus legionários podem trocar tudo e mais alguma coisa, menos a sua camisola. Não como uns e outros que são, basicamente, por quem ganha! Amor é isto. É estar sempre lá, para tudo o que for preciso. Principalmente nos maus momentos, e mesmo nestes não se ficam por apenas estar! Fazem questão de abanar os ossos de quem se gosta para que haja reacção. Por isso, logo à noite esperamos duas horas de grande intensidade. Duas horas impróprias para cardíacos e lunáticos. Duas horas em que com certeza as cidades param e onde podem por exemplo, dar espaço aos «domingueiros» para fazerem os seus tão característicos passeios...
(Por ser um bom trabalho da VitóriaTV - e por mais qualquer coisa - tive a necessidade de partilhar este video por aqui. Sinceramente, até é o primeiro trabalho jornalístico digno desse nome, que a recente televisão do Vitória fez até hoje. E quando assim é, penso que deve ser partilhado...) 

FORÇA VITÓRIA! ATÉ OS COMEMOS! (psicologicamente, porque aqui no tasco não há violências)
(O pessoal do Porto que me perdoe mas cada um puxa pelo que gosta. Mas não se preocupem. Com certeza, alguém o fará por vós!)

Peace xD

E tu ainda andas por aqui!?


Todos os anos lá vem ele todo emproado, cheio de espírto e com vontade de partir a porcelana toda, e este ano parece que gostou da vista e decidiu ficar por mais um tempo. Meio camuflado e tal, mas tem aparecido sempre. Todos os dias lá aparece, mas por umas horitas apenas. De manhã acorda tarde, preguiçoso talvez. De tarde não pára um segundo, gosta de se fazer notar e de se sentir falado. À noite desaparece sem deixar rasto, entregando-nos à mercê do seu amigo gélido que também resolveu aparecer mais cedo em vez do outro choramingas, companhia mais habitual por estas alturas. Assim um gajo fica um pouco confuso...
Não é que a gente se queixe que ele apareça, bem pelo contrário até, mas é que nesta altura do ano ele já devia andar por outras paragens, deixando-nos com aquele sentimento tão nosso, tão português, a saudade! Mas aparecendo era porreiro que não nos cravasse um copo seguido de um cigarrito e mais qualquer coisa, e nem um «até amanhã, fica bem» nos espirrasse na hora da partida! No fundo, é arrogante de sua parte, pronto! Há pessoal que o sente pelo conforto e liberdade que ele proporciona, outro porque anexado a ele vem aqueles tortuosos meses que se abatem nos estudantes (como é que se chamam aqueles três meses!? ah já sei, férias!), mas eu não. Eu assisto às suas notáveis visitas através de um outro factor. A saber, a mulher.
Vou ser mais explícito: trabalho num escritório onde o ambiente está regularizado (quase) sempre à mesma temperatura o ano inteiro e onde 2/3 da sua ocupação é da espécie feminina. O último dado é para mim de facto louvável, já que me entendo (quase) tão bem com elas como com eles. Ou quase sempre, porque quando começam a falar de vernizes Channel, sapatos Louboutin e tampões Evax, ou do casamento daquela amiga toda pintarola do primo que namorou com aquela vaca da enteada da sobrinha mais nova do Lopes da logística; o melhor é mesmo, fugir. Anyway, onde é que ia... ah, como a temperatura é (quase) sempre a mesma no interior do escritório, nem noto que as coisas mudam lá fora; só vejo os sinais através da mulherada que por aqui deambula. Um ombro à mostra, às vezes dois, umas pernas quase completamente à vista desarmada e até já vi alguns umbigos. A título de curiosidade: com o meu olhar de «connaisseur» consigo dizer em que estação estamos no momento. No fundo é por isso que olho para as mulheres, para saber qual é o tempo.
Mas nesta vida não é só coisas boas para nós, senhores do olhar atento! A mulher nesta temática supera o homem em larga escala, e aqui meus amigos não se ouve falar em desigualdade de direitos, pois não!? Ah pois. O homem, ser masculino (porque hoje em dia ser homem e masculino é já uma qualidade para poucos), tem de carregar um fato e gravata, dia sim, e no outro dia ora deixa lá ver... também sim! Nós homens, para podermos transpirar alguma credibilidade perante caríssimo senhor empresário - extremamente importante e milionário e que já passou férias no Dubai e mais qualquer coisa, mas que nunca teve o prazer de sujar os pés numa terra livre de poluição gananciosa - temos de andar com colarinho bem apertado e punho justo, enquanto as mulheres (essas grandes sofredoras) conseguem o mesmo «objectivo» com um vestido de seda e um decote avantajado. E tudo isto é justo? Gostava eu também de andar por aí com mais frivolidade generosa e mesmo assim ter direito a um bater de pala considerável. A mulher sofre muito na vida: é menstruações, menopausas, dar luz aos filhos, arrancar pêlos das pernas, fazer unhas e pestanas com a mesma necessidade de quem satisfaz as suas necessidade fisiológias, carregar sacos e sacos de compras todas as semanas, casar com milionários anormais... é verdade, ninguém desmente isso. Mas andar com uma amostra de tecido a cobrir o corpo e sentir uma brisa por entre outra nas pernas e não só, e mesmo assim manter um aspecto sério e profissional... deve justificar muito sofrimento.
Peace xD


n.d.r. um dia saio à rua de kilt vestido e cheio de liberdade encoberta... vão ver se não saio! E até sou menino para fazer o pino e tudo. 
(ok, ok, eu prometo que para a próxima bebo menos absinto...)