Meus caros, sirvo-me deste meio para vos comunicar três coisas:
A primeira é que vocês estão com a pior cara de sempre.
E com a barba mal feita junto das patilhas. Homens e mulheres.
A segunda é que para quem acha que eu não sou extremamente corajoso que fique a saber que amanhã irei a um centro comercial fazer as minhas compras de natal. Ah pois, quem é o menino agora, quem é? Os fraquinhos fazem tudo com antecedência mas os fortalhões, não! Nós deixamos tudo para dia 24.
Vai ser lindo.
Vai ser como passear numa rua do Japão em que parece que estamos dentro de uma máquina de pinball a levar cotoveladas de todos os quadrantes.
É isso e aaquela parte em que começamos a ficar tontos por causa das luzes e da música.
Vai ser lindo.
Portanto amanhã por volta das "não-sei-quantas" horas estarei na rua a tratar de tudo o que tem de ser tratado. Não faço a mais pequena ideia do que vou comprar, mas desconfio que com a minha criatividade vai acabar por ser um saco de pastilhas para a máquina de lavar louça e um porta piaçaba para a casa de banho.
A terceira é que vos desejo a todos vocês um santo e feliz natal.
Estava a brincar. Desejo-vos apenas um feliz natal.
Peace xD
Uma jogada censurada...
Um Renault para mulheres, uma publicidade sexista, uma censura nas televisões público-privadas de Berlusconi, uma bronca em Itália. O anúncio a mim parece-me bem. Quer a nível técnico, quer a nível criativo. Tem um bom script e conta com desempenhos excelentes para aumentar a controvérsia entre os de mente estreita. Os mais conservadores armaram logo ali um escândalo porque o anúncio usa um flerte lésbico para vender um Twingo, sem qualquer referência às características técnicas do carro. Afinal parece que a questão do uso das mulheres como objecto ou crédito lhes importa agora. Lésbicas e feministas rejeitam também a campanha porque consideram a publicidade sexista. Parece que a concorrência entre as mulheres é discriminatória e humilhante. Pois bem, mas se atentarmos um pouco repara-se que não há sexo lésbico explícito no anúncio. Para infelicidade minha e de mais alguns diria. Há sim insinuação, imaginação, sensibilidade e classe. Há mulher, beleza, morena, olhos castanhos, linho, um agradável par de... copos, seda, cabeça, camisa, carro. Uma subtil provocação. E quem considera esta provocação ofensiva é porque é susceptível de ser provocado. Quem compra um carro devido a um desafio publicitário é também aquele (aquela neste caso) que se deixa levar pelo iman do consumismo.
Quem compra o carro Twingo Miss Sixty é lésbica? Não me parece.
Mas eu gostei da publicidade. E gostei da jogada da loira também.
Peace xD
Só desta vez. Só queria desta vez.
Sair à noite em Lisboa com chuva, vento e frio é para mim quase tão agradável como espetar um prego enferrujado nas têmporas e depois raspar o prego nos dentes, só para ter a certeza que o tétano não se perde pelo caminho.
Mas hoje, e só mesmo hoje, mesmo com essas específicas condições, eu saia em Lisboa.
Mas hoje não sai. E não sai porque não andava por Lisboa. Um pormenor algo importante. Dizem alguns com os nervos.
Mas nunca fui muito de andar por Lisboa. é um facto.
Assim como é um facto também, que nunca fui muito à bola com lisboetas, pronto.
Mas é um facto também, que gosto de andar por Lisboa. Isso sim.
E já agora, é também ele um facto, que em certos e determinados momentos me percorre na mente a ideia de andar por Lisboa em certos e determinados momentos. Tivesse eu oportunidade e eu juro que andava.
E andar por Lisboa entenda-se, estar em Lisboa. Viver em Lisboa. Trabalhar em Lisboa. Tirar férias de Lisboa. Esse tipo de "andar". Conhecem-no, não conhecem? Eu sei. Mas fica bem perguntar.
E gosto de me limitar a uns míseros 100km quando existem mais 400km para cima e 300km para baixo, num total de (ora cá bem) quase 100 000km2, de um país que é um espectáculo.
Em Lisboa sente-se a falta da hombridade alheia, é certo. Sente-se falta de um pouco de ar puro, também é certo. Sente-se falta de ver o trocado chegar inteiro ao final do dia, pois tudo é mais caro que a média europeia. Tudo parece ser longe, demorado e confuso. Mas acima de tudo sente-se falta de um bom café. E de gente a falar comigo só porque não tem nada para fazer e estamos no mesmo sítio à mesma hora.
Mas Lisboa, e sou obrigado a reconhecer, tem uma vida própria que mais nenhuma outra cidade deste espectáculo de país tem. Tem uma identidade que em mim faz criar um desejo até que mais ou menos em por lá andar. Lisboa tem de tudo um pouco. Aqui e ali, um aroma inconfundível, ora doce ora salgado. Lisboa tem o Tejo e toda a sua plenitude. No centro, tem sete colinas e, em cada uma, há um bairro por desvendar. E por onde andar.
E esse meu andar começava, neste tal dia de hoje, por um encontro no Adamastor ao final de tarde, para um destrocar de minis e cajus enquanto se desbrava conversas sobre tudo e sobre nada e se escolhe a casa que pertence ao cozinheiro dessa noite que se seguia.
Jantávamos o que tínhamos a jantar e bebíamos o que tínhamos a beber.
Bairro Alto é (sempre) um dos locais iconificados.
E depois quando a noite assim o decidir, lá me deslocaria a um certo e determinado local.
Este local.
Este local.
Uma ideia interessante. Um projecto interessante. Uma banda composta por uma bateria siamesa, um baixo maior que o meu pai e teclados que te fazem sentir coisas. E depois mais dois nomes do melhores que se podem encontrar atrás de uma mesa de mistura, onde misturam sonoridades como quem mistura pinceladas de cor.
Desta vez, mesmo com chuva, vento e frio eu saia em Lisboa.
Só desta vez.
Só desta vez.
SÓ DESTA VEZ | 16 DEZEMBRO from Lux Fragil on Vimeo.
Peace xD
Um texto do «caralho»...
Sábio, inteligente, preciso, satírico e bem (aliás, muito bem) citado.
Uma vénia a esta iniciativa.
Peace xD
Yes, we want!
Nada a dizer! Apenas a ver, ouvir e aprender...
(Embora já seja um video algo «batido» ao nível das redes sociais, tinha a necessidade de colocar isto por cá. Tem qualidade a mais para andar por ai perdido nesse mundo da netolândia, e aqui fica seguro.)
Peace xD
(Embora já seja um video algo «batido» ao nível das redes sociais, tinha a necessidade de colocar isto por cá. Tem qualidade a mais para andar por ai perdido nesse mundo da netolândia, e aqui fica seguro.)
Peace xD
Arte vinda do submundo...
Recordo-me de numa visita recente a Paris, ter em conversa com um dos bons amigos que me acompanharam, chegado à conclusão que se fosse um sem abrigo, haveria de fazer das grelhas de exaustão de ar do metro, o meu templo do repouso diário. É quentinho, é arejado, e nunca ninguém por lá deseja passar, podendo assim nos incomodar. No entanto, facilmente trocaria esse meu templo do repouso por um monstro destes.
Arte é muita coisa, e em muita coisa se encontra a Arte, assim como com muita coisa se faz Arte. Mas esta Arte é genial. Simples, original, inteligente e com um toque de humor negro... ou não fossem os sacos de cor negra.
Peace xD
Quem espera sempre alcança...
Finalmente, assaltaram-me o carro. Era já uma ideia antiga, e concretizou-se numa sexta-feira, destas que acontecem antes dos sábados. Era comum deixar peças de vestuário e valores pessoais (e alguns impessoais também) no banco, por debaixo ou por detrás dele, no porta-luvas, etc. Sempre achei que o meu carro merecia um assalto e por isso deveria estar sempre bem composto, caso surgissem visitas inesperadas. Não queria que alguém entrasse janela dentro e encontrasse apenas uma garrafa de plástico contorcida e um triângulo de sinalização. Acharia de muito mau gosto. Enfeitei então as costas do banco com um casaquinho novo e o porta-luvas com um disco rígido, carteira com dinheiro e documentos inerentes, alguns cd's (originais), e tudo o que um bom "amigo do alheio" anseia. Deixei ali toda uma viatura decorada, limpinha, e fui à minha vida, que havia já uma festa rouca de tanto me chamar. Volto horas depois. Esquina dobrada e encontro o meu querido automóvel com uma fractura exposta no vidro do passageiro. Sorri, enchi os pulmões de ar e gritei ao mundo a felicidade de alguém se ter lembrado de tal simpatia, e depois limpei, nervo a nervo, o puzzle de vidro temperado que jazia no banco. Sábado, nove horas da madrugada, onze graus, eu e um grande amigo, os dois feitos valentes a deslizar pela auto-estrada de janela aberta em pleno dia de tempestade com um percurso de mais de meia hora pela frente. Resultado? Nada bonito vos garanto...
Hoje, o meu carro tem uma decoração mais minimalista, mas com muito, muito bom gosto.
Peace xD
Peace xD
É como no refrão daquela música...
Vindo da futebolada com os amigos, sobram mazelas. Mais do que deviam, digo eu! Principalmente porque os tempos já não são de glória. Agora chego a casa a pensar no meu corpo, e de como o sinto de outra maneira. Queres correr mais, ser mais rápido, mais resistente, mas... mas simplesmente não consegues. O corpo já não responde da mesma maneira, é um facto. Agora no final da dita futebolada sinto dor. Muita. Dor daquela que inclusivamente dói. Dói-me o joelho e por consequência toda a perna se contrai. Rotura de ligamentos cruzados internos, a causa. Agora sinto-a todos os dias. Mas no fundo até ganhei uma nova aplicação. A previsão do tempo. Agora consigo saber com exactidão se vem chuva ou se vem frio. Ou se vem chuva e frio, também. É tão inteligente a minha rotura, não é? A ver se lhe consigo por a fazer o pino e a rebolar no chão como naqueles concursos de habilidades na tv.
Mas voltando à futebolada, o prazer de dar uns pontapés na bola é hoje igual ao que era. Continuo a ser um menino feliz com uma bola à frente. Mesmo que com dores no joelho, falta de velocidade e resistência... enfim, pormenores sem a mínima importância. É mesmo um bálsamo semanal aquela hora. Marcar um golo continua a ser saboroso. Fazer um bom passe, um bom corte, ver um amigo a ter um rasgo de génio, sentir a pressão e a vontade em querer ganhar... continua a saber-me bem! Por isso, todas as semanas lá vou eu de saco às costas. Na volta trago a perna direita lá dentro. Coisas da vida. É como no refrão daquela música...
Entretanto metade do meu corpo paralisou. Aguento-me então com um pulmão, uma perna a segurar o portátil e um braço esquerdo que se está a portar bem que é uma coisinha parva.
Um semi-abraço e até uma próxima.
Seja ela quando for, que eu tão cedo não me levanto daqui...
Peace xD
Por ti eu abria uma excepção...
Nunca fui muito fascinado por ela. Nunca me deixei entusiasmar muito por ela. Toda a gente fala que ela é verdadeiramente espectacular. "Una cosa belissima!"! Dizem que ninguém resiste a tanto charme, a tão graciosas linhas, a tão enorme encantamento. Sempre de vermelho. Cor, aliás que lhe fica a matar. Reconheço. Mas nunca me convenceu muito. Mas como em tudo na vida, nunca se deve dizer nunca, também não consegui resistir aos seus encantos. Apareceu-me sob outras formas. Sob uma nova cor. Esta bem mais apelativa. As suas linhas continuam lá, mas desta vez mostra mais agressividade. Mais raça. Como eu gosto. E ela sabe-o bem. Quando a vi disse logo ali para mim mesmo que haveria de lhe provar um dia. Nem que seja apenas por umas horas. Mas pode ter a certeza que nessas mesmas horas iremos bater uns bons quilómetros. Só ela e eu. Só os dois, mais ninguém. Desfrutando do momento, tal como deve ser desfrutado. Hoje ela deu-me a volta, mas um dia quem lhe dá uma volta serei eu.
Até um qualquer dia, cara Ferrari!Peace xD
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